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A cada ano, a expectativa de vida segue aumentando no Brasil. Em 2017, Brasília ocupou o top três entre as cidades com maior expectativa de vida do país
O Brasil, que já foi considerado o país dos jovens, vê a população envelhecer com o aumento da expectativa de vida. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida ao nascer, em 2019, é de 80 anos para mulheres e de 73 anos para homens.
De 2012 a 2017, o número de pessoas com mais de 60 anos no país subiu 18%, alcançando 30,2 milhões, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do IBGE. Nesta pesquisa, Brasília foi posicionada como a capital com a terceira maior expectativa de vida do país, empatado com São Paulo e ficando atrás apenas de Santa Catarina.
O dado serve de alerta para que o governo e a sociedade se preparem para essa nova realidade não tão distante. Para a sociedade, a preparação para a chegada da terceira idade, a partir dos 60 anos, começa com a mudança de hábitos ainda durante a vida adulta.
Expectativa de vida – Como preparar a terceira idade?
Preparação para melhor idade
Antes e após a chegada da melhor idade, praticar atividade física e manter uma alimentação balanceada são fundamentais. Além dos hábitos saudáveis, o cuidado com a saúde é uma das principais medidas para assegurar uma velhice mais tranquila. As orientações primordiais são comuns a ambos sexos: manter exames em dia e o acompanhamento médico periódico.
Com o envelhecimento, algumas doenças podem se tornar mais suscetíveis e o diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento mais efetivo. No caso das mulheres, existe a importância da prevenção de câncer de mama – mais incidente em quem tem idade superior a 50 anos. E para os homens, a necessidade do exame de próstata, para prevenir câncer na região e o crescimento da benigno da glândula.
O uro-oncologista Carlos Watanabe explica que “devemos lembrar que boa parte das doenças, quando identificadas precocemente, têm as chances de cura elevadas potencialmente, como no caso do câncer de próstata”, explica o médico, da clínica Veridium.
Algumas alterações no trato urinário que podem ser mais comuns em pessoas com mais de 60 anos, explica o médico Rafael Buta. Como é o caso da incontinência urinária, quando acontece a perda involuntária de urina. A perda de controle da bexiga pode acometer homens e mulheres.
Expectativa de vida
“Com devido acompanhamento, a maioria dos casos podem ser tratados. Em algumas situações acontece de a família não ter paciência em cuidar do idoso. O cenário por si só já provoca alterações de convívio social, e esse tratamento familiar pode fazer com que o quadro evolua até mesmo para uma depressão, já que o idoso está sofrendo pela fragilidade do momento e a dependência que passa a ter”, detalha o urologista.
A desidratação também pode acontecer com frequência e se tornar um problema severo. Isso porque os sintomas causados pela falta de água vão desde infecções urinárias até confusão mental.
“Se você convive com um idoso, o ideal é que se incentive sempre a ingestão de líquidos, mesmo que ele não manifeste sede. Se notar sintomas de desidratação, como boca e mucosas muito ressecadas, excesso de sono, pouca ou nenhuma micção, o indicado é procurar um médico”, explica Buta.